O texto foi publicado como um artigo no livro “O
Estudo da Política: tópicos selecionados”, organizado pela autora e por Maria
I. V. de Carvalho. Maria das Graças Rua é Doutora em Ciência Política e
professora da Universidade de Brasília (UnB).
O artigo começa definindo o termo
política:
“conjunto de procedimentos
formais e informais que expressam relações de poder e que se destinam à
resolução pacífica dos conflitos quanto a bens públicos”.
O
termo política possui vários conceitos diferentes: estudo da vida em
sociedade, na pólis; atividades que se referem de alguma forma às coisas do Estado; a
luta para chegar e permanecer no poder; e resolução pacífica dos
conflitos.
Esta é uma definição que a ESAF gosta
bastante e já apareceu algumas vezes em questões. Para a autora, as sociedades
modernas têm como principal característica a diferenciação social. Isto
significa que seus membros não apenas possuem atributos diferenciados (idade,
sexo, religião, estado civil, escolaridade, renda, setor de atuação
profissional, etc.), como também possuem ideias, valores, interesses e
aspirações diferentes e desempenham papeis diferentes no decorrer da sua
existência. Tudo isso faz com que a vida em sociedade seja complexa e
frequentemente envolva conflito: de opinião, de interesses, de valores, etc.
Entretanto, para que a sociedade
possa sobreviver e progredir, o conflito deve ser mantido dentro de limites
administráveis. Para isto, existem apenas dois meios: a coerção pura e simples
e a política. O problema com o uso da coerção é que, quanto mais é utilizada,
mais reduzido se torna o seu impacto e mais elevado se torna o seu custo.
Restaria, então, a política. Vamos ver o artigo agora por partes.
Definição de Política Pública:
Depois de definir a política, Maria das Graças Rua define Políticas Públicas:
Depois de definir a política, Maria das Graças Rua define Políticas Públicas:
“As políticas públicas
(policies), por sua vez, são outputs, resultantes da atividade política
(politics): compreendem o conjunto das decisões e ações relativas à alocação
imperativa de valores”.
Essa
definição é MUITO importante, cobrada e cobrada em concursos. O termo “output” significa saída, produto. Ela quer dizer que as políticas públicas são
um produto da atividade política. Essa definição pode ser enquadrada dentro de
um modelo de análise de políticas públicas chamado de Teoria Sistêmica.
A
política é vista como o produto de um sistema, como a resposta de um sistema
político às forças que o afetam a partir do meio ambiente. As forças geradas no
meio ambiente e que afetam o sistema político são conhecidas como inputs, ou “entradas”. O meio ambiente é qualquer condição ou circunstância
definida como externa às fronteiras do sistema político. O sistema político é o
conjunto de estruturas e processos inter-relacionados, que exerce as funções
oficiais de alocar valores para a sociedade. Os outputs, ou saídas, do sistema político são as alocações oficiais de valores do
sistema; essas alocações, por sua vez, constituem as políticas públicas.
Isso pode ser observado melhor no
seguinte trecho da autora:
As políticas públicas
envolvem, portanto, atividade política. Para usar a linguagem de Easton,
resultam do processamento, pelo sistema político, dos inputs originários do
meio ambiente e, frequentemente, de withinputs (demandas originadas no interior
do próprio sistema político).
Segundo
a autora, os
inputs e os withinputs podem
expressar demandas e suporte. As demandas podem ser, por exemplo,
reivindicações de bens e serviços, como saúde, educação, estradas, transportes,
segurança pública, normas de higiene e controle de produtos alimentícios,
previdência social, etc. Podem ser, ainda, demandas de participação no sistema
político, como reconhecimento do direito de voto dos analfabetos, acesso a cargos
públicos para estrangeiros, organização de associações políticas, direitos de
greve, etc. Ou ainda, demandas de controle da corrupção, de preservação
ambiental, de informação política, de estabelecimento de normas para o
comportamento dos agentes públicos e privados, etc.
São citados três tipos de demandas:
as novas, as reprimidas e as recorrentes.
§ As primeiras aparecem com o surgimento de novos atores políticos, ou
então de novos problemas. Entre os novos atores estão aqueles que, apesar de já
existirem anteriormente, não estavam organizados. É no momento em que se
organizam que aparecem como novos atores políticos. Maria das Graças Rua cita
como exemplo de novos atores os evangélicos. Há cerca de dez anos eles não tinham
peso político, mas representam hoje uma parcela importante do eleitorado, com
uma bancada própria no Congresso. A gripe suína é um exemplo de problema novo.
§ Também há problemas que existiam anteriormente, mas não eram vistos como
problemas, mas sim como uma situação, ao que Maria das Graças Rua dá o nome de
“estado de coisas”. Aqui temos as demandas reprimidas.
§ Já as demandas recorrentes envolvem problemas não resolvidos ou mal
resolvidos. Estão sempre voltando à agenda governamental. Ela cita o exemplo da
reforma agrária, uma vez que Estatuto da Terra tem mais de trinta anos, o
assunto foi votado na Assembleia Nacional Constituinte, aprovou‑se mais tarde a
Lei Agrária, porém, ainda hoje, o problema da reforma agrária não se encontra
resolvido.
Participação do Estado
Outro ponto importante da definição de Políticas Públicas de Maria das Graças Rua é o trecho: alocação imperativa de valores. O que ela quer dizer é que uma das suas características centrais é o fato de que são decisões e ações revestidas da autoridade soberana do poder público. Até certo ponto não podemos negar isso. Contudo, temos que tomar cuidado com a real importância do Estado e da sociedade nas políticas públicas. A autora afirma ainda que:
Outro ponto importante da definição de Políticas Públicas de Maria das Graças Rua é o trecho: alocação imperativa de valores. O que ela quer dizer é que uma das suas características centrais é o fato de que são decisões e ações revestidas da autoridade soberana do poder público. Até certo ponto não podemos negar isso. Contudo, temos que tomar cuidado com a real importância do Estado e da sociedade nas políticas públicas. A autora afirma ainda que:
as políticas públicas são
‘públicas ‘- e não privadas ou apenas coletivas. A sua dimensão ‘pública’ é
dada não pelo tamanho do agregado social sobre o qual incidem, mas pelo seu
caráter “imperativo” . Isto significa que uma das suas características centrais
é o fato de que são decisões e ações revestidas da autoridade soberana do poder
público.
Podemos perceber que Maria das Graças
Rua associa o termo “Pública” à presença do Estado, ao fato de as políticas
públicas resultarem de uma decisão revestida de autoridade. Em concursos, temos
que tomar cuidado. Vamos ver uma questão do CESPE:
(CESPE/PMRB/2007) O termo
público, associado à política, não se refere exclusivamente à ação do Estado,
mas, sim, à coisa pública, ou seja, àquilo que é de todos.
A questão é certa. Segundo
Potyara Pereira:
Política pública não é
sinônimo de política estatal. A palavra ‘pública’, que acompanha a palavra
‘política’, não tem identificação exclusiva com o Estado, mas sim com o que em
latim se expressa como res publica, isto é, coisa de todos, e, por isso, algo que
compromete simultaneamente, o Estado e a sociedade. É, em outras palavras, ação
pública, na qual, além do Estado, a sociedade se faz presente, ganhando
representatividade, poder de decisão e condições de exercer o controle sobre a
sua própria reprodução e sobre os atos e decisões do governo e do mercado.
Portanto, a política é “pública”
porque é de todos. Podemos perceber que a autora e a questão mencionam que ALÉM
do Estado a sociedade está presente. Mas aí fica a pergunta: existe política
pública sem o Estado? Para Maria das Graças Rua não. Porém, alguns autores
defendem isso, como Francisco Heidemann, segundo o qual:
A perspectiva da política
pública vai além da perspectiva das políticas governamentais, na medida em que
o governo, com sua estrutura administrativa, não é a única instituição a servir
à comunidade política, isto é, a promover “políticas públicas”.
O autor cita o exemplo de uma
associação de moradores que poderia realizar um “serviço público local”, movida
por seu senso de bem comum e sem contar com o auxílio de qualquer instância
governamental. Seria o caso de uma comunidade em que as pessoas juntam esforços
para construir moradias. Heidemann cita como agentes de políticas públicas
entidades como as ONGs, as empresas concessionárias e as associações diversas
da sociedade. Ele afirma que “Terceiro Setor” é o nome dado hoje para o esforço
da produção de um bem público por agentes não governamentais, mas ao mesmo
tempo distinto do setor empresarial do mercado.
Em concursos, acredito que seria melhor
seguir o entendimento de Maria das Graças Rua, de que as políticas públicas
contam com a autoridade soberana do Estado.
Política Pública X Decisão Política
Algo que já foi bastante cobrado nas provas é a distinção entre política pública e decisão política. Segundo a autora:
Algo que já foi bastante cobrado nas provas é a distinção entre política pública e decisão política. Segundo a autora:
Nesse sentido é necessário
distinguir entre política pública e decisão política. Uma política pública
geralmente envolve mais do que uma decisão e requer diversas ações
estrategicamente selecionadas para implementar as decisões tomadas. Já uma
decisão política corresponde a uma escolha dentre um leque de alternativas,
conforme a hierarquia das preferências dos atores envolvidos, expressando
- em maior ou menor grau – uma certa adequação entre os fins pretendidos e
os meios disponíveis. Assim, embora uma política pública implique decisão
política, nem toda decisão política chega a constituir uma política pública. Um
exemplo encontra-se na emenda constitucional para reeleição presidencial.
Trata-se de uma decisão, mas não de uma política pública. Já a privatização de
estatais ou a reforma agrária são políticas públicas.
Atores
Segundo o texto:
Segundo o texto:
Como
identificar os atores em uma política pública? Existem diversos critérios.
Entretanto, o mais simples e eficaz é estabelecer quem tem alguma coisa em
jogo na política em questão. Ou seja, quem
pode ganhar ou perder com tal política, quem tem seus interesses diretamente
afetados pelas decisões e ações que compõem a política em questão.
São citados vários ares e a sua
influência na política pública: públicos e privados, burocratas, políticos,
empresários, trabalhadores, o FMI, a mídia.
Agenda Governamental
Maria das Graças Rua chama de “estado de coisas” quando determinada situação que incomoda um grupo de pessoas não recebe atenção, não chega a constituir um item da agenda governamental. Segundo a autora: “Quando este estado de coisas passa a preocupar as autoridades e se toma uma prioridade na agenda governamental, então tornou-se um ‘problema político’”. A distinção entre situação e problema é de extrema importância para que um tema possa fazer parte da agenda. Alguns autores chamaram de não-decisão quando determinado tema não ganha espaço na agenda.
Maria das Graças Rua chama de “estado de coisas” quando determinada situação que incomoda um grupo de pessoas não recebe atenção, não chega a constituir um item da agenda governamental. Segundo a autora: “Quando este estado de coisas passa a preocupar as autoridades e se toma uma prioridade na agenda governamental, então tornou-se um ‘problema político’”. A distinção entre situação e problema é de extrema importância para que um tema possa fazer parte da agenda. Alguns autores chamaram de não-decisão quando determinado tema não ganha espaço na agenda.
A não decisão não se refere
à ausência de decisão sobre uma questão que foi incluída na agenda política.
Isso seria, mais propriamente resultado do emperramento do processo decisório.
Não-decisão significa que determinadas temáticas que ameaçam fortes interesses,
ou que contrariam os código de valores de uma sociedade (e, da mesma forma,
ameaçam interesses) encontram obstáculos diversos e de variada intensidade à
sua transformação de um estado de coisas em um problema político – e, portanto,
à sua inclusão na agenda governamental.
Para que um estado de coisas se
transforme em problema político e torne-se um item prioritário na agenda é
necessário que apresente pelo menos uma das seguintes características:
§ mobilize ação política: seja ação coletiva de grandes grupos, seja ação
coletiva de pequenos grupos dotados de fortes recursos de poder, seja ação de
atores individuais estrategicamente situados;
§ constitua uma situação de crise, calamidade ou catástrofe, de maneira
que o ônus de não resolver o problema seja maior que o ônus de resolvê-lo;
§ constitua uma situação de oportunidade, ou seja, haja vantagens,
antevistas por algum ator relevante, a serem obtidas com o tratamento daquele
problema.
Ao deixar de ser um estado de coisas
e se transformar em um problema político uma questão ou demanda toma-se um
input, passando a incluir-se na agenda governamental. A partir desse
momento inicia-se o momento de formulação das alternativas.
Formulação de Alternativas
A escolha de qual solução deve ser empregada para a resolução de determinado problema vai depender da preferência dos atores que entram em confronto. As preferências se formam em tomo de issues ou questões.
A escolha de qual solução deve ser empregada para a resolução de determinado problema vai depender da preferência dos atores que entram em confronto. As preferências se formam em tomo de issues ou questões.
Issue é um item ou aspecto
de uma decisão, que afeta os interesses de vários atores e que, por esse
motivo, mobiliza as suas expectativas quanto aos resultados da política e
catalisa o conflito entre os atores. Por exemplo, na reforma agrária, são
issues: o conceito de terra improdutiva, a forma de indenização nas
desapropriações e o rito de desapropriação. Dependendo da decisão que for
tomada quanto a esses pontos, alguns atores ganham e outros perdem, seus
interesses são afetados e a política assume uma configuração ou outra.
A partir dos interesses dos atores e
de suas preferências, formam-se alianças, formando-se então as arenas de
políticas públicas, classificadas em: distributivas, redistributivas e
regulatórias.
As redistributivas se caracterizam
pelo “jogo de soma-zero”, em que alguém tem que perder para que outra pessoa
ganhe. Por isso elas se caracterizam por um conflito muito maior e são mais
difíceis de serem implementadas que as distributivas. Estas são caracterizadas
pelo padrão pluralista, em que os diversos grupos da sociedade possuem igual
possibilidade de buscar influenciar as políticas públicas. Já nas regulatórias,
o padrão pode ser pluralista ou elitista, em que um determinado grupo consegue
organizar-se e fazer com que as políticas sigam seus interesses.
Modelos de Tomada de Decisão
Na formulação de alternativas, existem diferentes formas de se pensar a solução:
Na formulação de alternativas, existem diferentes formas de se pensar a solução:
§ Modelo Incremental: significa buscar solucionar problemas de maneira
gradual, sem introduzir grandes modificações nas situações já existentes, e sem
provocar rupturas de qualquer natureza. Ou seja, em vez de especificar
objetivos e de avaliar que decisões podem atender a esses objetivos, os
tomadores de decisão escolhem as alternativas mediante a comparação de
alternativas específicas e da estimativa de quais dessas alternativas poderão
melhor produzir os resultados esperados. Assim, a melhor decisão não é aquela
que maximiza os valores e objetivos dos tomadores de decisão, mas aquela que
assegura o melhor acordo entre os interesses envolvidos.
§ Modelo Racional-Compreensivo: parte-se do princípio de que é possível
conhecer o problema de tal forma que se possa tomar decisões de grande impacto.
Os decisores estabelecem quais os valores a serem maximizados e quais as
alternativas que melhor poderão maxímizá-los. A seleção da alternativa a
ser adotada é feita a partir de uma análise abrangente e detalhada de cada
alternativa e suas consequências.
§ Mixed-Scanning: distingue entre decisões ordinárias ou
incrementais; e decisões fundamentais ou estruturantes. As decisões
estruturantes são aquelas que estabelecem os rumos básicos das políticas
públicas em geral e proporcionam o contexto para as decisões incrementais.
Requer que os tomadores de decisão se engajem em uma ampla revisão do campo de
decisão, sem se dedicar à análise detalhada de cada alternativa. As decisões
incrementais, por sua vez, decorrem das decisões estruturantes e envolvem
análise mais detalhadas de alternativas específicas.
Implementação
Maria das Graças Rua define a implementação como:
Maria das Graças Rua define a implementação como:
O conjunto de ações
realizadas por grupos ou indivíduos de natureza pública ou privada, as quais
são direcionadas para a consecução de objetivos estabelecidos mediante decisões
anteriores quanto a políticas. Em outra palavras, trata-se das ações para fazer
uma política sair do papel e funcionar efetivamente.
A autora cita 10 pré-condições
necessárias para que haja uma implementação perfeita:
1. As circunstâncias externas à agência implementadora não devem impor
restrições que a desvirtuem;
2. O programa deve dispor de tempo e recursos suficientes;
3. Não apenas não deve haver restrições em termos de recursos globais, mas
também, em cada estágio da implementação, a combinação necessária de recursos
deve estar efetivamente disponível;
4. A política a ser implementada deve ser baseada numa teoria adequada
sobre a relação entre a causa (de um problema) e o efeito (de uma solução que
está sendo proposta);
5. Esta relação entre causa e efeito deve ser direta e, se houver fatores
intervenientes, estes devem ser mínimos;
6. Deve haver uma só agência implementadora, que não depende de outras
agências para ter sucesso; se outras agências estiverem envolvidas, a relação
de dependência deverá ser mínima em número e em importância;
7. Deve haver completa compreensão e consenso quanto aos objetivos a serem
atingidos e esta condição deve permanecer durante todo o processo de
implementação;
8. Ao avançar em direção aos objetivos acordados, deve ser possível
especificar, com detalhes completos e em seqüência perfeita, as tarefas a serem
realizadas por cada participante;
9. É necessário que haja perfeita comunicação e coordenação entre os vários
elementos envolvidos no programa;
10. Os atores que exercem posições de comando devem ser capazes de obter
efetiva obediência dos seus comandados.
Essas são as ideias que eu considero
mais importantes no texto. Seguem agora algumas questões que já foram copiadas
dele:
QUESTÕES
1. (FCC/SGP-SP/2009) Políticas
públicas são
(A) apenas aquelas decisões e ações que se revestem de autoridade política soberana.
(B) apenas aquelas decisões que são consideradas legítimas por parte dos cidadãos soberanos.
(C) apenas as ações coletivas que afetam os interesses da maioria da população de um Estado soberano.
(D) as ações coletivas ou individuais que atingem todos os cidadãos de um Estado soberano.
(E) as ações que obrigam indistintamente todos os cidadãos de um Estado soberano.
(A) apenas aquelas decisões e ações que se revestem de autoridade política soberana.
(B) apenas aquelas decisões que são consideradas legítimas por parte dos cidadãos soberanos.
(C) apenas as ações coletivas que afetam os interesses da maioria da população de um Estado soberano.
(D) as ações coletivas ou individuais que atingem todos os cidadãos de um Estado soberano.
(E) as ações que obrigam indistintamente todos os cidadãos de um Estado soberano.
2. (FCC/SGP-SP/2009) Uma política
pública
(A) não configura decisões ou ações que envolvem o consentimento de uma comunidade política soberana.
(B) é uma questão meramente técnica.
(C) nem sempre depende de decisões e ações que se revestem de autoridade política.
(D) geralmente envolve mais do que uma decisão política e requer diversas ações estrategicamente selecionadas para implementar as decisões tomadas.
(E) corresponde a uma escolha das autoridades políticas, após ouvir os empresários.
(A) não configura decisões ou ações que envolvem o consentimento de uma comunidade política soberana.
(B) é uma questão meramente técnica.
(C) nem sempre depende de decisões e ações que se revestem de autoridade política.
(D) geralmente envolve mais do que uma decisão política e requer diversas ações estrategicamente selecionadas para implementar as decisões tomadas.
(E) corresponde a uma escolha das autoridades políticas, após ouvir os empresários.
3. (CONSULPLAN/ITABAIANA/2010) Sobre
políticas públicas, analise:
I. As políticas públicas são produtos resultantes da atividade política.
II. As políticas públicas compreendem o conjunto das decisões e ações relativas a alocação imperativa de valores.
III. As políticas públicas são decisões e ações revestidas de autoridade soberana do poder público.
IV. Uma decisão política corresponde a uma escolha dentre um leque de alternativas, conforme a hierarquia das preferências dos atores envolvidos, expressando em maior ou menor grau, uma certa adequação entre os fins pretendidos e os meios disponíveis.
V. Um dos critérios utilizados para identificar os atores em uma política pública é estabelecer quem tem alguma coisa em jogo na política em questão.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A) I, II, III, IV, V
B) I, II, III
C) I, III, IV
D) I, II, V
E) II, III, IV
I. As políticas públicas são produtos resultantes da atividade política.
II. As políticas públicas compreendem o conjunto das decisões e ações relativas a alocação imperativa de valores.
III. As políticas públicas são decisões e ações revestidas de autoridade soberana do poder público.
IV. Uma decisão política corresponde a uma escolha dentre um leque de alternativas, conforme a hierarquia das preferências dos atores envolvidos, expressando em maior ou menor grau, uma certa adequação entre os fins pretendidos e os meios disponíveis.
V. Um dos critérios utilizados para identificar os atores em uma política pública é estabelecer quem tem alguma coisa em jogo na política em questão.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A) I, II, III, IV, V
B) I, II, III
C) I, III, IV
D) I, II, V
E) II, III, IV
4. (CONSULPLAN/ITABAIANA/2010) São
condições necessárias para que haja uma implementação perfeita de uma política
pública, EXCETO:
A) O programa deve dispor de tempo e recursos humanos, matérias e financeiros suficientes.
B) A política a ser implementada deve ser baseada numa teoria adequada sobre a relação entre a causa (de um problema) e o efeito (de uma solução que está sendo proposta).
C) Essa relação entre a causa e o efeito deve ser direta e, se houver fatores intervenientes, estes devem ser mínimos.
D) Os atores que exercem posições de comando devem ser capazes de obter efetiva obediência dos seus comandados.
E) Na fase de elaboração e desenvolvimento da política, caso não se consiga o consenso dos atores, este deverá ser negociado, no máximo, na fase de implementação da política
A) O programa deve dispor de tempo e recursos humanos, matérias e financeiros suficientes.
B) A política a ser implementada deve ser baseada numa teoria adequada sobre a relação entre a causa (de um problema) e o efeito (de uma solução que está sendo proposta).
C) Essa relação entre a causa e o efeito deve ser direta e, se houver fatores intervenientes, estes devem ser mínimos.
D) Os atores que exercem posições de comando devem ser capazes de obter efetiva obediência dos seus comandados.
E) Na fase de elaboração e desenvolvimento da política, caso não se consiga o consenso dos atores, este deverá ser negociado, no máximo, na fase de implementação da política
5. (CESPE/TCE-AC/2009) A
produção de políticas públicas é resultado de um processo decisório baseado nas
relações de poder e na alocação imperativa de valores, a princípio, para
benefício da sociedade.
6. (CESPE/TCE-AC/2009) Pode-se
considerar que as políticas públicas são o conjunto de procedimentos formais e
informais que expressam relações de poder e se destinam à solução pacífica dos
conflitos quanto a bens e recursos públicos.
7. (CESPE/SGA-AC/2006) Política
pública é sinônimo de decisão política: ambas envolvem a alocação imperativa de
valores e recursos.
GABARITO:
1. A
2. D
3. A
4. E
5. C
6. E
7. E
1. A
2. D
3. A
4. E
5. C
6. E
7. E
Abraço a todos e até a próxima
Rafael
Rafael
Referências:
BRAVO, Maria Inês Souza e PEREIRA, Potyara A. P. (orgs.). Política Social e Democracia. São Paulo: Cortez, 2002.
HEIDEMANN, Francisco G. e SALM, José Francisco. Políticas públicas e desenvolvimento. Brasília: Editora Unb, 2009.
RUA, Maria das Graças e CARVALHO, Maria Izabel Valladão (orgs.). O estudo da política: tópicos selecionados. Brasília: Paralelo 15, 1998
BRAVO, Maria Inês Souza e PEREIRA, Potyara A. P. (orgs.). Política Social e Democracia. São Paulo: Cortez, 2002.
HEIDEMANN, Francisco G. e SALM, José Francisco. Políticas públicas e desenvolvimento. Brasília: Editora Unb, 2009.
RUA, Maria das Graças e CARVALHO, Maria Izabel Valladão (orgs.). O estudo da política: tópicos selecionados. Brasília: Paralelo 15, 1998
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